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O objetivo dos experimentos em tela é provar a
ocorrência da PC através da influência da mente na incidência de
uma determinada face de um dado comum. Fatores de controle
incluiriam um ou mais dados sem faces defeituosas e um sistema de
lançamento isento. O sensitivo deve, durante o lançamento,
concentrar-se na face que deseja que o dado caia. Espera-se nessa
"torcida" a manifestação da PC.
CÁLCULOS PARA LANÇAMENTO DE
UM DADO
Ao lançarmos um dado comum a ocorrência de
qualquer uma de suas faces será de uma para seis, ou seja:
p =
1/6
sendo p = probabilidade a favor.
Se podemos esperar a ocorrência de uma ocorrência
favorável, dentre seis, então podemos afirmar que a probabilidade
de ocorrência contra será de cinco para seis, ou seja :
q = 5/6
sendo q = probabilidade contra.
DESVIOS
O cálculo do desvio se dá pela fórmula:
d = V - N
onde:
d = desvio;
V = soma aritmética dos acertos obtidos para
cada uma das seis faces;
N = número de tentativas para cada uma das
seis faces.
CÁLCULO DO DESVIO-PADRÃO

RAIZ CRÍTICA

CÁLCULOS PARA LANÇAMENTO DE
DOIS DADOS

MARCAS BAIXAS = 15
(quinze)
MARCAS SETE
= 06 (seis)
MARCAS ALTAS = 15 (quinze)
As freqüências esperadas são:
f b = 15 (para marcas baixas)
f a = 15 (para marcas altas)
f s = 6 (para marcas sete)
Eventos Possíveis: N = 36
Probabilidades de ocorrência de um dos grupos:
p = f / N
p a = 15/36 = 5/12
p b = 15/36 = 5/12
p s = 6/36 = 1/6
ENTÃO, PARA EFEITO DE EVENTOS ESPERADOS POR
PURO ACASO, TEREMOS:
A = np
Sendo:
A = número de eventos esperados por puro acaso
p = probabilidade de ocorrência
n = número de tentativas
Como exemplo, se lançarmos 24 vezes os dados,
teremos:
Marcas Altas : A = 24.5/12 = 10
Marcas Baixas: A = 24.5/12 = 10
Marcas Sete: A = 24.1/6 = 4
Ou seja, se lançarmos os dados 24 vezes,
podemos esperar por puro acaso, 10 marcas altas, 10 marcas baixas e
4 marcas sete.
DESVIOS
Ao conhecermos o número de eventos esperados
por mero acaso, em determinado número de tentativas (por exemplo,
24) podemos calcular o desvio, que é o número obtido no
experimento menos o número esperado por mero acaso.
Aconselha-se um número grande de tentativas.
Para efeito de cálculos poderemos considerar 24 como o grupo de
tentativas e N o número de vezes que se estabeleceria as 24
tentativas, sendo 12 ensaios para as marcas baixas e 12 ensaios para
as marcas altas. Ou seja:
Marcas altas: Aa =
5 nas primeiras 12 tentativas
Marcas baixas: Ab = 5 nas próximas 12 tentativas
Total:
A = 10 em 24 tentativas
Considerando um número N de tentativas,
teremos:
Marcas altas: Aa' =
5N nas 12N primeiras tentativas
Marcas baixas: Ab' = 5N nas 12 N tentativas seguintes
Total:
A' = 10N em 24N tentativas
FÓRMULA DO DESVIO: d
= ( Va + Vb ) - 10N
Sendo:
d = desvio total;
Va = número obtido com acertos das marcas
altas nos primeiros 12 N lances;
Vb = número obtido com acertos das marcas
baixas nos 12 N lances seguintes;
N = número de 24 tentativas, sendo 12 para as
marcas altas e 12 para as marcas baixas.
CÁLCULO DO
DESVIO-PADRÃO

CÁLCULO DA RAZÃO CRÍTICA (RC)

EXEMPLO DE EXPERIMENTO:
Num experimento de PC com dois dados, foram
feitos 300 grupos de 24 jogadas. O sistema foi de 12 tentativas para
as marcas altas e 12 tentativas para as marcas baixas. Os resultados
foram:
Marcas altas obtidas nos 3600 primeiros lances:
Va = 1780
Marcas baixas obtidas nos 3600 lances
seguintes: Vb = 1630
Há paranormalidade envolvida?
Aplicando-se a fórmula:

O experimento mostra uma grande evidência de
paranormalidade, considerando que o limite de significância é de
RC=2,57. Acima deste número o experimento é significativo. Para
maior intimidade com os cálculos estatísticos, verificar - também
- aqueles desenvolvidos para Cartas
Zenner.
REFERÊNCIAS:
ANDRADE, Hernani Guimarães.Parapsicologia
Experimental.3a.ed.São Paulo:Editora Pensamento, 1986.
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