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DEFINIÇÕES:
Xenoglossia
é um vocábulo que advém do grego xenos=estrangeiro e glottes=língua.
É o termo que representa o fenômeno de se expressar em um, ou mais
idiomas, sem dele(s) ter tido conhecimento prévio. A Xenoglossia
pode ser Inconsciente ou Paranormal. Xenoglossia Inconsciente
é um fenômeno pseudo-paranormal. O sensitivo repete determinadas
palavras que, inconscientemente, armazenou através de leitura ou
mesmo de ter ouvido por uma única vez. Não domina o idioma
desconhecido, apenas repete tais palavras; já na Xenoglossia
Paranormal há o domínio do idioma desconhecido, a ponto do
paciente poder manter uma conversação com um falante nativo.
Para
efeito deste trabalho, abreviamos XENOGLOSSIA INCONSCIENTE para X.I.
e XENOGLOSSIA PARANORMAL para X.P.
CONSIDERAÇÕES
INICIAIS:
1)
Quando defrontado com um caso de Xenoglossia, o parapsicólogo deve
tentar identificar, primeiramente, se trata-se de X.I. ou X.P.;
2)
Como hipótese inicial, seguindo o reducionismo científico,
considera-se todo e qualquer caso como de X.I. e assim dispõe-se a
comprovar tal hipótese;
3)
Em se provando a impossibilidade de X.I., após exauridos todos os
recursos lógicos, admite-se - então - a existência de X.P..
PROCESSOS
DE INVESTIGAÇÃO
4)
Observar se o fenômeno ocorre isoladamente ou em conjunto com
outros fenômenos paranormais;
Com
efeito, muitas vezes a Xenoglossia vem acompanhada de outros fenômenos,
sendo , o mais comum, o das alterações da personalidade.
Caso o fenômeno seja misto, conjugar as observações e a investigação
da Xenoglossia com as do(s) outro(s) fenômeno(s).
5)
Isolar o fenômeno através da gravação do idioma ou idiomas
manifestado(s);
6)
Identificar o idioma e/ou dialeto que o paciente manifesta;
Idioma
morto ou falado na atualidade? Se já extinto, qual o período que
esteve ativo. O parapsicólogo deve pedir ajuda aos laboratórios lingüísticos
de grandes Universidades.
7)
Identificar o conteúdo da mensagem;
Palavras
desconexas ou frases perfeitamente articuladas? Aí pode estar a
diferença efetiva entre um caso de X.I. ou de X.P.
8)
Depois de identificado o idioma, verificar o grau de domínio por
parte do paciente;
Repete
as mesmas coisas ou tem vocabulário variado? Apresenta frases
inteligentes? É capaz de sustentar uma conversação.
9)
Procurar, através de pesquisa minunciosa, a possível fonte de
origem do fenômeno, sobretudo em se tratando de X.I.;
a)
Nos objetos pessoais e nas circunstâncias ambientais do paciente.
b) No seu relacionamento íntimo.
c) Nos objetos pessoais das pessoas com as quais o paciente se
relaciona.
d) Nos hábitos e costumes do paciente.
e) Empreender uma rigorosa investigação na cultura do paciente.
f) Investigar as viagens que o paciente realizou.
g) Averiguar precedentes do fenômeno com o paciente e/ou
familiares, bem como se possui ou possuiu qualquer enfermidade de
origem psicológica e/ou psiquiátrica.
10)
Caso o paciente apresente condições, recorrer à Hipnose para uma
pesquisa no inconsciente do mesmo;
A
utilização da Hipnose, no Brasil, por força de lei, é privativa
das classes médica, odontológica e psicológica.
11)
Buscar origens psicológicas para o fenômeno, principalmente se o
paciente for predisposto a desajustes, como em casos de dupla
personalidade;
12)
Respeitar condicionamentos religiosos do paciente ou dos
circunstantes caso o fenômeno se apresente em ambiente místico ou
religioso.
PROFISSIONAIS
QUE PODERÃO AUXILIAR O PARAPSICÓLOGO
I
- Especialista em idioma estrangeiro: aquele ou aqueles nos
quais o paciente estiver se expressando;
II
- Médico: Caso o paciente apresente sinais de irregularidades,
traumatismos ou debilidades físicas;
III
- Psicólogo e/ou Psiquiatra: Caso o problema envolva também
distúrbios de personalidade.
PROCEDIMENTOS
PARA CASOS DE X.I.
Os
casos de X.I. podem se caracterizar em quatro contextos diferentes:
A)
FENÔMENO ISOLADO COM PACIENTE NORMAL.
Neste
grupo estão os casos em que a X.I. aparece como um acidente espontâneo
na vida de um paciente, não portando quaisquer antecedentes, originário,
talvez, de alguma razão física ou psíquica (febre alta,
traumatismo físico, pós anestesia, abalos emocionais). Muitas
vezes, um fenômeno paranormal ou pseudo-paranormal surge na vida de
um paciente, uma única vez, e desaparecem. Não há razões para
maiores preocupações.
B)
FENÔMENO ISOLADO COM PACIENTE PERTURBADO PSICOLOGICAMENTE
As
perturbações psíquicas, sejam elas de natureza transitória e
leves (períodos de tensão, conflitos, neuroses, etc.) ou de caráter
grave ( psicoses, personalidades esquizóides, etc.), devem receber
a assistência de um profissional de psicologia clínica ou de
psiquiatria. Ao parapsicólogo cabe documentar o fenômeno e colocar
suas pesquisas à disposição do profissional que vai lidar com a
psicopatologia, no sentido de colaborar no perfeito entendimento da
enfermidade e, consequentemente, com uma possível cura.
C)
FENÔMENO ACOMPANHADO DE OUTROS FENÔMENOS, PARANORMAIS OU
PSEUDO-PARANORMAIS
Caso
o fenômeno de X.I. venha acompanhado de outros fenômenos,
paranormais ou pseudo-paranormais, o parapsicólogo deve analisar e
pesquisar cada um deles com os métodos de investigação
apropriados e, então, estabelecer o quadro paranormal do paciente.
É importante analisar o peso de cada fenômeno no contexto e
estabelecer os motivos pelos quais o paciente está se expressando
dessa maneira.
D)
FENÔMENO ACOMPANHADO DE CONDICIONAMENTOS RELIGIOSOS OU ENVOLVIDO EM
PRÁTICAS DE NATUREZA MÍSTICA
Além
de documentar o caso, o parapsicólogo deve buscar no ritual, na
doutrina e na prática dos preceitos religiosos ou ocultistas as
possíveis causas dos fenômenos. Não deve se posicionar
ideologicamente. Se o caso exigir, traçar a estratégia ideal de
esclarecimento ao paciente (hipnose, esclarecimento verbal, etc.).
PROCEDIMENTOS
PARA CASOS DE X.P.
Basicamente,
devem ser seguidas as mesmas recomendações para os casos de X.I.
Contudo, em casos de X.P., o parapsicólogo deve acompanhar
estritamente todo o processo de desenvolvimento e término do fenômeno.
Mesmo o paciente recebendo cuidados médicos e/ou psicológicos, é
imprescindível que o parapsicólogo acompanhe, também, todo o
processo, pois - afinal - o paranormal é objeto de estudo da
Parapsicologia, especificamente. Além disso, cabe ao parapsicólogo:
a)
Caso o paciente tenha condições, observar o fenômeno quando o
mesmo estiver em possíveis transes (sono, hipnose, etc.) e no
estado normal de consciência, e observar possíveis variações;
b)
Recolher o maior número possível de informações que o fenômeno
fornecer e explorar, principalmente, o aspecto inteligente da X.P.;
c)
Posicionar o paciente que a Parapsicologia é uma ciência humana,
portanto, para a mesma, o homem é o responsável pela
fenomenologia paranormal. Esse posicionamento previne implicações
de caráter ideológico.
herbert@espuny.com.br
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